Ultimamente tenho andado com muito medo de sair à rua por não saber o que posso encontrar.
Há poucos meses, parado num sinal de trânsito, já tarde da noite, fui abordado por um cara com a gola do sobretudo surrado, levantada – no melhor estilo Humphrey Bogart em Casablanca.
Levei um susto com as três batidinhas no vidro do carro. Fiquei sem ação e, na frente, ainda tinha um outro carro me impedindo de sair “cantando os pneus”. Tremendo, tentei conversar com gestos pra não ter que abrir o vidro.
O sujeito se aproximou e eu vi, juro que vi! Aquela cara branca, os olhos fundos… O sinal abriu e eu saí em disparada.
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Arte e entretenimento, Cotidiano, Crônica | Comentário (1)
Aí está um assunto que me faz esquentar a mufa além do aceitável.
No meu caso, site é complemento – é para quem quer ler outros textos e/ou me conhecer melhor. O meu foco, quando escrevo e publico em comunidades, é divulgar o meu nome e o meu texto.
Extrapolando no exemplo, imaginem se um cronista, desses conhecidos, publica uma crônica pela metade e diz: “continuem lendo no meu livro”.
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Comportamento, Cotidiano, Crônica, Redes sociais | Comentário (1)
Você já leu esse livro? É – esse mesmo – escrito por Fiódor Karamázov. Quem mais poderia ser?
Fiódor, àquela altura, deve ter se revirado no túmulo me xingando.
Pois é, só um louco para dizer tamanha tolice. Eu sou o louco.
Participando nessa segunda-feira de um processo de seleção, fui questionado sobre o tipo de literatura que leio. Comentei sobre aquela história de que a arte é definida como tal pelo observador e que leio romances; livros chamados de auto-ajuda; obras com muitos diálogos; leio ou tento ler o que cair nas mãos. E com intuito de comentar que mesmo sendo um grande romance, levei anos para conseguir ler e terminar “Os Irmãos Dostoiévski”… E arrematei: Vocês leram?
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Cotidiano, Crônica, RH | Comentários(3)
Alguns poucos amigos tem me perguntado por que mudei o estilo das minhas crônicas. Tudo bem, não foram vocês! Contudo, vou aproveitar a “deixa” e explicar para todos.
Escrevo desde o início da década de 1990 e tive meu primeiro artigo publicado no Jornal do Brasil, em uma coluna de RH. O artigo versava sobre Qualidade Total.
Então – escrevi muito sobre Qualidade Total; Ferramentas da Qualidade; Conscientização; Teletrabalho; Gestão de Pessoas em todos as suas vertentes, passando por liderança, trabalho em equipe, negociação, gestão de conflitos, reunião, comunicação, motivação, análise/tomada de decisão, e aconteceu que eu cansei de ficar repetindo os mesmos temas nos meus textos, a ponto de não conseguir ter mais assunto.
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Cotidiano, Crônica, Mudança, Pessoas | Comentário (0)
Napoleão Pataca chegou eufórico.
– Mulher! Venha ver o quadro que eu comprei!
– Napoleão, meu filho, você foi gastar dinheiro!!??
– Veja, não é uma beleza?
A mulher olhou de lado, de cima, atrás, virou a obra de cabeça pra baixo, e soltou a bomba.
– Que droga de quadro é esse?
Duas garrafas de cerveja? E vazias?
– É a última moda. Estão até fazendo uma amostra em Madri.
– Amostra não! Mostra! Mostra, Napoleão!
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Crônica, Notícia | Comentários(2)
De pés juntos, ele jura que o Presidente Jânio Quadros disse essa frase. Quem jura? Napoleão Pataca. Diz até que estava presente no momento.
De minha parte não digo que sim e nem que não. Fico de fora nessa.
Mas essa conversa aconteceu porque perguntei se ele, Napoleão, sabia o que é “ressomação”. Você sabe? Peguei você! E não adianta chamar o Aurélio ou o Aulete, porque eles também não sabem.
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Cotidiano, Crônica | Comentário (0)
Bem, começo essa crônica me transportando à minha adolescência – naquela época não tinha “aborrescência” – no Rio de Janeiro. Primeiro no Méier e depois na Tijuca.
Minha boca enche d´água ao lembrar dos pãezinhos franceses e da bisnaga. Crocante, macia e com uma bela orelha, que junto com o bico eram disputadíssimos. Aquilo era pão!
No Méier, a padaria era na Rua Coração de Maria esquina com Rua Castro Alves. Na Tijuca eram duas: uma na esquina da Rua José Higino com a Av. Conde de Bonfim e a outra, na mesma José Higino, esquina com a Rua Antônio Basílio. Claro, e a inesquecível São Sebastião na Praça Saens Peña.
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Crônica | Comentário (1)
Escrito em 2004
Raffaello Almeida sempre foi um excelente profissional. Com o próprio esforço, fez carreira dentro de uma multinacional, partindo de uma posição de auxiliar de escritório, já que naquela época eram raros os atuais programas de estágio, que garimpam os candidatos promissores.
Fluente em quatro línguas, mestrado em Stanford, porte atlético, praticante de esportes e voraz leitor, Raffaello estava a um passo de tornar-se o principal executivo da empresa.
Luzia Amarello, também mestre por Stanford, onde conheceu Raffaello, abriu mão dos seus sonhos profissionais
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"Aprendizado dos sexos", Cotidiano, Crônica, Pessoas, RH, Superação | Comentário (0)
Parecia que o pé esquerdo tinha vida própria. Afinal, não era possível estar com aquele mau humor se eu não estivesse levantando, todo dia, com o pé esquerdo.
Mas também, sei que não sou o único. Todos nós temos os dias de mau humor. Uns mais e outros menos. Faz parte da nossa vida e além do mais, o poste não fica de mau humor; só gente fica.
“Sei que vai ter alguém dizendo que os animais e, talvez, as plantas, também fiquem de mau humor. Pois bem. Perdoem minha licença poética e entendam, se preferirem, “gente” como sendo todo ser vivo. Melhorou?”
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Cotidiano, Crônica, Flerte, Pessoas | Comentário (0)
Rapaz, o negócio é sempre complicado pro pobre.
Vejam só que José Antonio chegou ao final do mês sem um tostão no bolso. Sem um mísero tostão! Nem pro pãozinho francês ele tinha!
Ah! Mas sabe como é que é. Pobre que é pobre não se aperta. Xinga, chuta e grita, mas acaba achando uma solução. E Zé Antonio lembrou de uma receita de pão.
Se ele sabia fazer? Claro que não! E isso não era problema pro Zé. Moço tarimbado na escola da vida, podia perfeitamente dar um jeito pra fazer um “simples” pãozinho.
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Crônica | Comentário (0)