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Encontro com Silvio Corrêa

Crônicas e contos do cotidiano.

Escritores, Autores & Editores
24.4.2012


É sempre uma questão de confiança


por Silvio T Corrêa

“Faço de tudo, mas ninguém gosta de mim!”, “Já disse que não estou mentindo!”, “Por que Fulano não quer me ajudar?”, “Poxa, não consigo liderar!”…

Tantas, tantas perguntinhas que fazemos e não encontramos a resposta; não é mesmo? Desculpe por dizer assim, “na lata”, sem rodeios: Você é digno de confiança? Você sabe que confiança não é só pagar o que deve; é muito mais do que isso.

Confiança é cumprir a palavra, por menor que tenha sido a promessa.

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27.3.2012


Pomodoro para quem escreve


por Silvio T Corrêa

Estranho né? Pomodoro, para mim, sempre foi nome de molho para massas; molho de tomate.

Bem, aconteceu de surgir uma necessidade em ter um maior controle das minhas atividades. Às vezes ficava muito tempo em pesquisas, ou ficava muito tempo respondendo e-mails ou postando e debatendo em comunidades e quando chegava no final do dia, tinha produzido muito pouco texto.

Saí em busca de alguma ferramenta que me auxiliasse e topei com o tal do Pomodoro.

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20.12.2011


Minha Mensagem de Boas Festas


por Silvio T Corrêa

Devo estar perdendo a paciência. Não é possível!!??

A culpa não é das pessoas, é minha. Eu sou o culpado, reconheço.

Com a melhor das intenções, colegas, amigos, conhecidos, parentes e desconhecidos, enviam mensagens de 1, 2 laudas. Sei que o espírito de Natal — acreditem ou não, eu acredito em Papai Noel — nos enche de bons fluidos, bons pensamentos e escrevemos nossas mensagens cheias de alusões, metáforas, parábolas, powerpoints, imagens gif e flash, para demonstrar o nosso sincero sentimento. Sei, porque já fiz isso.

No entanto, assumo que hoje não consigo mais chegar ao final da mensagem, mas sei: os que as enviam, me querem bem, e estão torcendo por mim.

Então, meus caros, vamos exercer a nossa tolerância, o nosso amor ao próximo e , até mesmo, a nossa empatia, ao receber uma mensagem de Boas Festas. Retornemos com outra mensagem de Boas Festas. Não importa se curta ou comprida, mas acreditem que a pessoa gostará muito.

Boas Festas a todos e um Fantástico 2012!

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5.12.2011


Quarenta anos.


por Silvio T Corrêa

Estava muito tranquilo, passando um final de semana no Rio, matando as saudades e passeando pela orla de Copacabana. Já era final da tarde quando escutei: “Tadeu! Tadeu! Ô Tadeu!”

Estranhei me chamarem por Tadeu — para quem não sabe, Tadeu é o “T” do meu nome —, pois poucos me chamam assim. Quando olhei, não reconheci a pessoa, mas também não era totalmente estranha. “Sou eu… Neguinho… da Nuno Lisboa!”

Neguinho não é negro, mas o apelido pegou e, definitivamente, ficou. Deveria ter, também, o apelido de elefante, pois pra me reconhecer após quarenta anos, só tendo a memória desse paquiderme.

Fomos sentar pra tomar um chope. Aliás, não tem nada melhor do que sentar num bar, na orla do Rio, no fim da tarde, pra tomar um chope e com colarinho alto.

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18.11.2011


Akira


por Silvio T Corrêa

Acho que já fazem 2 meses que Akira entrou na minha vida pra me ensinar e, claro, também pra bagunçá-la. Claro, vocês não estão entendendo nada, mas vou explicar, voltando 17 anos.

No final de 1994, fomos a Teresópolis buscar a Laika. Uma Rusk Siberiano linda, preta e branca, com olhos azuis. Sempre quisemos uma cadela Rusk e como estávamos de mudança para o interior de São Paulo, temperatura bem mais amena que a do Rio, decidimos que era a hora de termos a nossa cadela.

Por algum motivo, eu e Laika não tínhamos uma relação muito amistosa e claro que a culpa era minha, apesar de eu gostar dela.

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16.11.2011


Em Roma…


por Silvio T Corrêa

… faça como os romanos.

É um dito recorrente nos meus textos e, até mesmo, em conversas formais e informais. O mesmo acontece com: “Não vista a camisa da empresa. Vista a sua camisa!”. Parecem paradoxais? Ao pé da letra são, mas se olharmos com cuidado…

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…e rogamos ao Pai que receba, em seus braços, a alma de Genevésio Legume, nosso bom amigo, amado marido…

Finalmente levantou-se a tampa do caixão e abriram-se as portas à visitação do corpo de Genevésio.

gravata preta de bolinha amarelaO primeiro visitante, amigo de infância, já fez uma cara estranha ao olhar para o caixão. O segundo, tampou a boca para não rir. O terceiro, nem conseguiu olhar.

Mas que diabos deve estar acontecendo? — perguntei, sem aguardar resposta, àquela rosa que me entregaram à entrada do velório. A rosa era tão grande que parecia a rosa do Frei Sarapião.

Eu que acompanhava um amigo e nem conhecia o Genevésio, só fui entender quando olhei para o caixão. Fiquei intrigado e como todo bom curioso, comecei a frequentar as rodinhas que se formam nos locais onde os que viajam para paragens “mais altas”, ficam em visitação aqui na Terra.

Em cada rodinha o bochicho era geral. Mil teorias eram levantadas para explicar o estranho acessório no corpo do morto. Pessoas de outras salas de velório, iam para a “sala” de Genevésio e após verem o corpo, já começavam a confabular.

No bar do cafezinho — velório que se preza tem um cafezinho, pago ou gratuito, forte ou fraco, mas tem um café — não cabia mais ninguém.

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1.10.2011


Um “mea culpa” necessário


por Silvio T Corrêa

As vezes, no calor, na raiva de um momento, damos os créditos errados. Ainda não tinha acontecido comigo, mas sempre existe a primeira vez.

No artigo abaixo, com o título “O Dia”, cito um exemplo de uma avaliação, como se fosse do SARESP , que só ocorrerá em novembro. Na verdade, a referência correta é à Avaliação Diagnóstica da 5ª série (Estado de São Paulo).

O meu erro não reduz a importância do comentário, mas é importante que apontemos os nossos próprios erros e procuremos corrigí-los.

Até breve!

Silvio T Corrêa

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26.9.2011


O Dia


por Silvio T Corrêa

Muitos contemporâneos, e alguns extemporâneos, haverão de lembrar que o jornal “O Dia” teve a fama — durante um período —, pelo menos no Rio de Janeiro, de que “se torcer sai sangue”.

Hoje, ao ler uma revista semanal, minhas mãos ficam com um cheiro insuportável de merda e mijo. Diria que se torcermos essas revistas e, de certa forma, também os jornais, jorrará dinheiro sujo, dinheiro de esgoto, dinheiro da fossa onde as pessoas se esbaldam e se enchafurdam com merda até o pescoço. E eles sabem o que estão fazendo e ficam repetindo entre si: “não faz onda, não faz onda”

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16.8.2011


Poxa! Eu queria me sentir o máximo.


por Silvio T Corrêa

Juro que eu gostaria de me sentir o máximo, mas acho que alguma coisa me impede.

Acho bacana ver as pessoas sentindo-se o máximo na sua profissão. Eu gostaria de ser assim.

Até tenho orgulho do que faço, do que crio, do que produzo; dos meus livros e textos, dos meus filhos. Tenho que ter, pois são frutos que produzo. Contudo, não consigo achar que meus filhos sejam seres humanos fabulosos e perfeitos, ainda que maravilhosos para mim.

Não acredito que meus livros sejam obras de arte, ainda que apesar das poucas vendas — também, como podem comprar se não os encontram expostos (que fosse na estante, ao menos) nas livrarias — e muita pirataria, os que compram e os que “não compram”, elogiam.

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