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	<title>Encontro com Silvio Corrêa</title>
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	<description>Crônicas e contos do cotidiano.</description>
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		<title>&#201; sempre uma quest&#227;o de confian&#231;a</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 14:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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		<description><![CDATA[“Faço de tudo, mas ninguém gosta de mim!”, “Já disse que não estou mentindo!”, “Por que Fulano não quer me ajudar?”, “Poxa, não consigo liderar!”&#8230;
Tantas, tantas perguntinhas que fazemos e não encontramos a resposta; não é mesmo? Desculpe por dizer assim, “na lata”, sem rodeios: Você é digno de confiança? Você sabe que confiança não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">“Faço de tudo, mas ninguém gosta de mim!”, “Já disse que não estou mentindo!”, “Por que Fulano não quer me ajudar?”, “Poxa, não consigo liderar!”&#8230;</p>
<p align="justify">Tantas, tantas perguntinhas que fazemos e não encontramos a resposta; não é mesmo? Desculpe por dizer assim, “na lata”, sem rodeios: Você é digno de confiança? Você sabe que confiança não é só pagar o que deve; é muito mais do que isso.</p>
<p align="justify">Confiança é cumprir a palavra, por menor que tenha sido a promessa.</p>
<p>  <span id="more-408"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Estamos sempre negociando e na negociação fazemos concessões e ganhamos concessões do outro. Se ele não cumprir o que acordou, será que você fará novas concessões em uma outra negociação? Se você fizer, já saiba que a chance de ele não cumprir, novamente, será grande.</p>
<p align="justify">Falamos muito sobre comportamento, relacionamentos e outros nomes que se convencionou chamar de “gestão de pessoas”. Seria melhor que chamássemos, apenas, de gestão da confiança.</p>
<p align="justify">Concordo que muitas vezes deixamos furos, verdadeiros “rombos”, por não estarmos atentos, preocupados, em algumas vezes, com outros problemas. Mas tem gente que parece ter subido na “folha simples de papel higiênico”, achando que pode olhar os outros “de cima”. Não pode! Depois reclama por não conseguir liderar. A confiança foi quebrada!</p>
<p align="justify">Raros são os altruístas reais. A Madre Teresa de Calcutá fazia o bem apenas pelo bem. A maioria dos altruístas faz o bem sim, mas para sentir-se bem. Não existe abnegação, desprendimento, ainda que fazer o bem seja importante e é por isso que estou “esbarrando” no altruísmo.</p>
<p align="justify">Muitas vezes fazemos o bem sem esperar qualquer retorno. Fazemos porque nos sentimos bem agindo assim. Contudo, por causa dos caminhos da vida, pode acontecer de necessitarmos de algum apoio de quem já ajudamos e, sem entender o motivo, ficamos muitas vezes sem a resposta, sem o apoio e, mesmo, sem a explicação. Quebrou-se a confiança!</p>
<p align="justify">Mas será que não podemos recuperar a confiança?</p>
<p align="justify">Quando são muito próximos, é possível que aquele que quebrou a confiança, consiga reconquistá-la. Contudo, torna-se difícil quando é uma relação entre chefe e subordinado, professor e aluno, colegas ou amigos recente. O bom seria que não quebrássemos a confiança.</p>
<p align="justify">Falar de confiança, sem mais nem menos?</p>
<p align="justify">Escritor não pode ouvir uma conversa no trem, metrô, ônibus, avião, banheiro ou outro local que já direciona as orelhas e a atenção. Depois, é o trabalho de buscar desenvolver o tema. Acho que foi o que aconteceu.</p>
<p align="justify">Abraços.</p>
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		<title>Eu recomendo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 15:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu recomendo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="textwidget"><marquee style="width: 300px; height: 150px" onmouseover="this.stop()" onmouseout="this.start()" bgcolor="#000033" vspace="3" widht="300" heigth="150"><center><a href="http://silvio.correa.nom.br/home/livro/mania-de-gavetas/" target="_self"><img style="margin: 0px 0px 5px" border="0" hspace="5" alt="Mania de Gavetas, de Jacira Fagundes" src="http://www.artistasgauchos.com.br/portal/produtos/tn_jacira_maniagavetas.jpg" /></a> <a href="http://silvio.correa.nom.br/home/livro/meia-meia-noite/" target="_self"><img style="margin: 0px 0px 6px" border="0" hspace="5" alt="Meia... Meia-noite, de Raquel Rocha" src="http://www.scortecci.com.br/catalogo/imagens/livros/meia.jpg" width="110" height="150" /></a><a href="http://silvio.correa.nom.br/home/livro/glria-ao-rei-dos-confins-do-alm/" target="_self"><img style="margin: 0px 0px 6px" border="0" hspace="5" alt="Glória ao Rei dos Confins do Além, de Paulo Girão" src="http://www.confinsdoalem.com.br/images/gloria-ao-rei-dos-confins-do-alem.jpg" width="110" height="150" /></a><a href="http://silvio.correa.nom.br/home/livro/imargens-urbanas/" target="_self"><img style="margin: 0px 0px 6px" border="0" hspace="5" alt="ImaRgens Urbanas, de Juliana Schroden e Wilson Filho" src="https://lh4.googleusercontent.com/-1h0MohrqMK4/T5Gfh5_bwSI/AAAAAAAAAo4/qgFOFSFnygg/w171-h240-k/imargens_urbanas.jpg" width="110" height="150" /></a> </center>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<p>   </marquee></div>
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		<title>Pomodoro para quem escreve</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 20:48:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Escrevendo]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>

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		<description><![CDATA[Estranho né? Pomodoro, para mim, sempre foi nome de molho para massas; molho de tomate.
Bem, aconteceu de surgir uma necessidade em ter um maior controle das minhas atividades. Às vezes ficava muito tempo em pesquisas, ou ficava muito tempo respondendo e-mails ou postando e debatendo em comunidades e quando chegava no final do dia, tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Estranho né? Pomodoro, para mim, sempre foi nome de molho para massas; molho de tomate.</p>
<p align="justify">Bem, aconteceu de surgir uma necessidade em ter um maior controle das minhas atividades. Às vezes ficava muito tempo em pesquisas, ou ficava muito tempo respondendo e-mails ou postando e debatendo em comunidades e quando chegava no final do dia, tinha produzido muito pouco texto.</p>
<p align="justify">Saí em busca de alguma ferramenta que me auxiliasse e topei com o tal do Pomodoro.</p>
<p>  <span id="more-305"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">A Técnica Pomodoro foi desenvolvida por Francesco Cirillo, baseado na ideia de que pausas frequentes aumentam a agilidade mental. Se isso é verdade ,eu não sei — se quiserem ler sobre o assunto, acessem a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_Pomodoro" target="_blank">Wikipédia</a> —, mas funcionou para mim. </p>
<p align="justify">Em linhas gerais, você escolhe uma atividade, define quantos pomodoros (tempo de 25min) levará, e liga o cronômetro — parece que o cronômetro utilizado por Francesco Cirillo, tinha a forma de um tomate (pomodoro), originando o nome da técnica. Passado 1 pomodoro, você faz uma pausa curta. Três ou cinco minutos.Talvez o tempo de beber um copo de água ou um café. Volta para a tarefa ou inicia outra, e liga o cronômetro.</p>
<p align="justify">Após 4 pomodoros, você faz uma pausa maior, de até 30min., para comer um lanche, fazer um alongamento ou o que você desejar.</p>
<p align="justify">E assim vai fazendo com todas as tarefas.</p>
<p align="justify">A técnica me ajudou muito, pois me obriga a ficar focado na atividade.</p>
<p align="justify">Experimentei diversos cronômetros, optando pelo Pomodairo, que roda sob o Adobe Air. Ele é gratuito e está disponível <a href="http://code.google.com/p/pomodairo/downloads/list" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p align="justify">Quando a atividade é de leitura ou estudo fora do computador, eu utilizo o contador regressivo do celular, agindo da mesma forma.</p>
<p align="justify">O bom mesmo é quando estou escrevendo; pois aí, não tem telefone, não tem nada — exceção feita a alguma emergência — que me faça sair do texto, mesmo que naquele momento eu esteja sem ideias ou trabalhando o texto na cabeça, até que a pausa seja liberada.</p>
<p align="justify">Se você tem facilidade em ficar focado, certamente não vai precisar da técnica Pomodoro. Mas se não tiver essa facilidade, talvez valha a pena tentar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha Mensagem de Boas Festas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 14:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo estar perdendo a paciência. Não é possível!!??
A culpa não é das pessoas, é minha. Eu sou o culpado, reconheço.
Com a melhor das intenções, colegas, amigos, conhecidos, parentes e desconhecidos, enviam mensagens de 1, 2 laudas. Sei que o espírito de Natal — acreditem ou não, eu acredito em Papai Noel — nos enche de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Devo estar perdendo a paciência. Não é possível!!??</p>
<p align="justify">A culpa não é das pessoas, é minha. Eu sou o culpado, reconheço.</p>
<p align="justify">Com a melhor das intenções, colegas, amigos, conhecidos, parentes e desconhecidos, enviam mensagens de 1, 2 laudas. Sei que o espírito de Natal — acreditem ou não, eu acredito em Papai Noel — nos enche de bons fluidos, bons pensamentos e escrevemos nossas mensagens cheias de alusões, metáforas, parábolas, powerpoints, imagens gif e flash, para demonstrar o nosso sincero sentimento. Sei, porque já fiz isso.</p>
<p align="justify">No entanto, assumo que hoje não consigo mais chegar ao final da mensagem, mas sei: os que as enviam, me querem bem, e estão torcendo por mim.</p>
<p align="justify">Então, meus caros, vamos exercer a nossa tolerância, o nosso amor ao próximo e , até mesmo, a nossa empatia, ao receber uma mensagem de Boas Festas. Retornemos com outra mensagem de Boas Festas. Não importa se curta ou comprida, mas acreditem que a pessoa gostará muito.</p>
<p align="justify"><em><strong><font size="3">Boas Festas a todos e um Fantástico <font color="#000000" size="4"><u>2012</u></font>!</font></strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quarenta anos.</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 18:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava muito tranquilo, passando um final de semana no Rio, matando as saudades e passeando pela orla de Copacabana. Já era final da tarde quando escutei: “Tadeu! Tadeu! Ô Tadeu!”
Estranhei me chamarem por Tadeu — para quem não sabe, Tadeu é o “T” do meu nome —, pois poucos me chamam assim. Quando olhei, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Estava muito tranquilo, passando um final de semana no Rio, matando as saudades e passeando pela orla de Copacabana. Já era final da tarde quando escutei: “Tadeu! Tadeu! Ô Tadeu!”</p>
<p align="justify">Estranhei me chamarem por Tadeu — para quem não sabe, Tadeu é o “T” do meu nome —, pois poucos me chamam assim. Quando olhei, não reconheci a pessoa, mas também não era totalmente estranha. “Sou eu&#8230; Neguinho&#8230; da Nuno Lisboa!”</p>
<p align="justify">Neguinho não é negro, mas o apelido pegou e, definitivamente, ficou. Deveria ter, também, o apelido de elefante, pois pra me reconhecer após quarenta anos, só tendo a memória desse paquiderme.</p>
<p align="justify">Fomos sentar pra tomar um chope. Aliás, não tem nada melhor do que sentar num bar, na orla do Rio, no fim da tarde, pra tomar um chope e com colarinho alto.</p>
<p>  <span id="more-303"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Foram muitas lembranças da época da faculdade de engenharia. Fizemos o projeto final — àquela época ainda não existia o TCC — e nos formamos no mesmo período.</p>
<p align="justify">Neguinho, que na época de faculdade já trabalhava no IBGE, se aposentou por lá e a conversa caminhou para a área profissional. Como sempre, tive que desfiar o rosário de como cheguei a escritor. Ainda não gravei, mas é como ligar um botão interno, que repete a mesma explicação.</p>
<p align="justify">Como sempre vem a pergunta: “Está ganhando dinheiro?”</p>
<p align="justify">Eu, na gozação, respondi: “Uns ‘oito contos’ por mês, de direitos autorais.”</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <font color="#000000">— R$8.000,00 por mês?</font></p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <font color="#000000">— Não! R$8,00!</font></p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <font color="#000000">— E como você faz para sobreviver?</font></p>
<p align="justify">Bem, quando a conversa chega nessa etapa, e invariavelmente chega, eu invento umas historinhas para satisfazer o cliente. É mais fácil, sem grandes explicações.</p>
<p align="justify">Mas a verdade é que depois que a conversa acaba e fico só, conversando com meu cordão, a ficha cai e quando acontece, remexe tudo por dentro. Mas é uma remexida boa. Não existem lamentações, pois já foram descarregadas em algum texto que se não publiquei, escorregou para a lata do lixo e foi triturado pelo sistema operacional.</p>
<p align="justify">Meu irmão diz que o importante é ter um objetivo e é engraçado como a maioria dos escritores tem. O meu, agora, além dos meus livros, é fazer o curso de dramaturgia e continuar o curso de contação de histórias. Acho que quem abraça o ofício de escritor nunca deixa de ter objetivos.</p>
<p align="justify">Um amigo ator, André Orbacam, acha que eu quero ser dramaturgo e quando eu digo que quero fazer o curso pois acho que o escritor, e qualquer profissional, tem que procurar conhecer o que existe de possibilidades na sua área e buscar deixar as portas, se não abertas, ao menos destrancadas, ele não acredita; acha que quero mais. Posso até vir a ser dramaturgo, mas meu objetivo é conhecer bem a arte da dramaturgia.</p>
<p align="justify">Quando falo desse ofício, eu me empolgo. Me empolgo muito. Deixo o pensamento fluir. E nessa hora me surgem tantas ideias, que vou escrevendo no meu caderninho, onde já aconteceu de preencher umas três páginas A5 em um único “pensamento”. Desculpe pessoal.</p>
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		<title>Akira</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 12:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Akira]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[animal]]></category>
		<category><![CDATA[cão]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que já fazem 2 meses que Akira entrou na minha vida pra me ensinar e, claro, também pra bagunçá-la. Claro, vocês não estão entendendo nada, mas vou explicar, voltando 17 anos.
No final de 1994, fomos a Teresópolis buscar a Laika. Uma Rusk Siberiano linda, preta e branca, com olhos azuis. Sempre quisemos uma cadela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Acho que já fazem 2 meses que Akira entrou na minha vida pra me ensinar e, claro, também pra bagunçá-la. Claro, vocês não estão entendendo nada, mas vou explicar, voltando 17 anos.</p>
<p align="justify">No final de 1994, fomos a Teresópolis buscar a Laika. Uma Rusk Siberiano linda, preta e branca, com olhos azuis. Sempre quisemos uma cadela Rusk e como estávamos de mudança para o interior de São Paulo, temperatura bem mais amena que a do Rio, decidimos que era a hora de termos a nossa cadela.</p>
<p align="justify">Por algum motivo, eu e Laika não tínhamos uma relação muito amistosa e claro que a culpa era minha, apesar de eu gostar dela.</p>
<p>  <span id="more-302"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Ela cruzou, mas não ficamos com nenhum filhote. Todos foram dados.</p>
<p align="justify">Com 8 anos, mais ou menos, por causa do diabetes, ela já enxergava muito pouco. </p>
<p align="justify">Numa noite, meus filhos e minha esposa apareceram com um filhote vira-lata que já tinha sofrido muito, pois o dono dava chutes na barriga da cadela mãe, durante a gravidez. Se não pegassem a Angra — nome que nós demos — ela seria posta, com os irmãos, numa caixa de sapato e jogados no rio no dia seguinte.</p>
<p align="justify">Não gostei nem um pouco, ainda mais que a Angra chorava muito e a Laika, que tinha “largado de lado” os filhotes após o desmame, adotou a Angra. Bastava a Laika sair de perto para a Angra começar a chorar e latir. Um latido fino, de agonia.</p>
<p align="justify">Quando a Laika desencarnou, ficamos apenas com a Angra, que já vai fazer 7 anos. Minha relação com a Angra era mais amistosa, mas nunca foi um amor.</p>
<p align="justify">Há pouco surgiu a chance de recebemos uma fêmea Pastor Alemão. A família, desta vez, me consultou e eu aceitei, sem saber direito porquê. Minha filha foi buscá-la no Rio de Janeiro.</p>
<p align="justify">Realmente a cadela era linda. Uma bolinha de pelo preto e patas marrons, com uma das orelhas dobradas à frente, que lhe dava um charme.</p>
<p align="justify">A adaptação foi complicada, mas foi quando a mudança, em mim, ocorreu.</p>
<p align="justify">Um dia, botei uma roupa bem velha e falei para minha esposa: “Quando eu chamar traz a Akira”.</p>
<p align="justify">Deitei-me no chão e chamei a Angra, que veio pra cima de mim. Ela tem uma força descomunal, pois é cruzamento de Pastor Alemão com Pitbull. Rolamos no chão, fiquei todo arranhado e lambido e comecei a sentir pela Angra o que eu nunca tinha sentido. Minha esposa trouxe a Akira, que brincou um pouco, mas achamos que a Angra não estava pronta.</p>
<p align="justify">Ainda demorou uma semana — após deixarmos que uma sentisse o cheiro da outra, trocando os panos onde deitavam — para que pudéssemos unir as duas. Correu tudo bem e a Angra adotou a Akira, protegendo-a.</p>
<p align="justify">Foi uma grande mudança, para mim, na relação com a Angra e com certeza mudou a relação que eu teria com a Akira. Passei a “conversar” muito com elas, a me preocupar com a alimentação — antes, era obrigação —, com o carinho. Claro que me irritavam, mas era uma irritação diferente. Buscava ensinar, principalmente a Akira, ainda que fosse preciso dar umas palmadas.</p>
<p align="justify">Ontem, pela manhã, não ouvindo o latido de nenhuma delas por um bom tempo, fui olhar. O portão estava aberto e as duas saíram. Não sei se alguém abriu o portão propositadamente, ou a Akira, com sua incansável curiosidade, rodou o ferrolho e o levantou, abrindo o portão. Infelizmente minha desconfiança é que alguém fez isso.</p>
<p align="justify">Uma hora e pouco depois, eu na rua, e a Angra voltou, toda molhada — uma água que não tinha cheiro. Coloquei a coleira nela e tentamos ir atrás da Akira, mas foi em vão. É como se alguém tivesse pegado a Akira e afugentado a Angra com jato de água, mas pode ser minha imaginação buscando uma razão.</p>
<p align="justify">Minha relação com a Angra mudou definitivamente. Infelizmente a Akira está em algum lugar e rezo para que ela volte, pois ela me ensinou muito e eu gostaria de poder retribuir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em Roma&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 14:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; faça como os romanos.
É um dito recorrente nos meus textos e, até mesmo, em conversas formais e informais. O mesmo acontece com: “Não vista a camisa da empresa. Vista a sua camisa!”. Parecem paradoxais? Ao pé da letra são, mas se olharmos com cuidado&#8230;
  
Recentemente recebi um texto do Max Gehringer, que falava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; faça como os romanos.</p>
<p>É um dito recorrente nos meus textos e, até mesmo, em conversas formais e informais. O mesmo acontece com: “Não vista a camisa da empresa. Vista a sua camisa!”. Parecem paradoxais? Ao pé da letra são, mas se olharmos com cuidado&#8230;</p>
<p>  <span id="more-301"></span>
<p>Recentemente recebi um texto do Max Gehringer, que falava que o funcionário não é contratado para discutir as decisões do chefe. É uma verdade, não é mesmo, ainda que nada impeça que ele dê sugestões para melhorar o entrosamento da equipe, o ambiente de trabalho, o acompanhamento de projetos e tudo que possa melhorar a sua vida na empresa e claro, trazendo benefícios para a empresa. Mas vejam, são sugestões. Não é pra ficar malhando o chefe — líder, pajé, cacique ou qualquer outro nome — na hora do café, pois isso não trará qualquer tipo de crescimento.</p>
<p>As vezes o funcionário cai nas graças do chefe e, as vezes, o que era um bom funcionário&#8230;</p>
<p>Antigamente, era comum utilizarmos uma expressão chula para designar quando o namorado já estava sentindo-se “em casa”, na casa da namorada. Dizíamos que “ele já estava mijando com a porta aberta”. Isso, na verdade, é uma situação perigosa, pois apesar da liberdade, ele continua em Roma, e como diz o ditado&#8230;</p>
<p>Na empresa também é assim. Não é porque caímos nas graças do nosso superior que vamos nos achar o «bam, bam, bam» ou vamos começar a puxar o saco do chefe, na vã esperança de sermos mais agraciados. Na verdade continuamos sem quaisquer prerrogativas, comparado aos demais funcionários; não temos que vigiar quaisquer outros para ver se estão fazendo o trabalho; não somos fiscais. Continuamos o mesmo empregado. Continuamos a vestir a nossa camisa.</p>
<p>Todo e qualquer lugar onde exercemos as nossas funções, são locais de aprendizados, de crescimento, seja pelo mau ou bom exemplo que nos apresentam. Vamos bem aproveitar o nosso dia-a-dia, na convivência com chefes e colegas. Só assim teremos a humildade de em Roma, agirmos como os romanos.</p>
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		<title>O improv&#225;vel caso da gravata preta de bolinhas amarelas</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 13:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Silvio T Corrêa]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;e rogamos ao Pai que receba, em seus braços, a alma de Genevésio Legume, nosso bom amigo, amado marido&#8230;
Finalmente levantou-se a tampa do caixão e abriram-se as portas à visitação do corpo de Genevésio.
O primeiro visitante, amigo de infância, já fez uma cara estranha ao olhar para o caixão. O segundo, tampou a boca para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8230;e rogamos ao Pai que receba, em seus braços, a alma de Genevésio Legume, nosso bom amigo, amado marido&#8230;</p>
<p align="justify">Finalmente levantou-se a tampa do caixão e abriram-se as portas à visitação do corpo de Genevésio.</p>
<p align="justify"><a href="http://silvio.correa.nom.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/gravata-preta-de-bolinha-amarela.png" rel="lightbox[294]"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 5px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="gravata preta de bolinha amarela" border="0" alt="gravata preta de bolinha amarela" align="left" src="http://silvio.correa.nom.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/gravata-preta-de-bolinha-amarela_thumb.png" width="47" height="240" /></a>O primeiro visitante, amigo de infância, já fez uma cara estranha ao olhar para o caixão. O segundo, tampou a boca para não rir. O terceiro, nem conseguiu olhar.</p>
<p align="justify">Mas que diabos deve estar acontecendo? — perguntei, sem aguardar resposta, àquela rosa que me entregaram à entrada do velório. A rosa era tão grande que parecia a rosa do Frei Sarapião.</p>
<p align="justify">Eu que acompanhava um amigo e nem conhecia o Genevésio, só fui entender quando olhei para o caixão. Fiquei intrigado e como todo bom curioso, comecei a frequentar as rodinhas que se formam nos locais onde os que viajam para paragens “mais altas”, ficam em visitação aqui na Terra.</p>
<p align="justify">Em cada rodinha o bochicho era geral. Mil teorias eram levantadas para explicar o estranho acessório no corpo do morto. Pessoas de outras salas de velório, iam para a “sala” de Genevésio e após verem o corpo, já começavam a confabular.</p>
<p align="justify">No bar do cafezinho — velório que se preza tem um cafezinho, pago ou gratuito, forte ou fraco, mas tem um café — não cabia mais ninguém.</p>
<p>  <span id="more-294"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">— Você viu?</p>
<p align="justify">— E como eu não ia ver aquela coisa monstruosa à mostra?</p>
<p align="justify">— Que coisa estranha — falou um terceiro que fazia algumas anotações num caderninho surrado — aquelas bolinhas amarelas. O que será que aconteceu?</p>
<p align="justify">— Deve ter sido o preparador de presu&#8230;, perdão, defuntos que errou ao arrumar o corpo.</p>
<p align="justify">— Dizem que foi exigência da esposa.</p>
<p align="justify">Eu, àquela altura, não entendia mais nada, e resolvi fazer minha pesquisa, discretamente.</p>
<p align="justify">Tentaram fazer a última oração e fechar o caixão, mas a multidão foi contra. “Agora não, espera mais duas horas!” Depois de negociarem — a família e a turba — decidiram que o caixão ficaria aberto mais 1h30min.</p>
<p align="justify">Pedi ao zelador que conseguisse um pouco de água sanitária e fui para o banheiro, me trancando no primeiro sanitário.</p>
<p align="justify">Eu estava com uma gravata vermelha — tudo bem, não é apropriada para velórios, mas fui pego desprevenido — e tirei-a. Com a ponta do dedo, molhava na água sanitária e calcava em vários pontos da gravata.</p>
<p align="justify">Após uns dez minutos, minha gravata tornou-se vermelha com bolinhas rosas, algumas quase brancas. Recoloquei-a e saí do banheiro, com as pessoas já me olhando de “rabo de olho”. Entrei na sala de velório do Genevésio.</p>
<p align="justify">Imediatamente a esposa veio em minha direção.</p>
<p align="justify">— O senhor queira tirar essa gravata!</p>
<p align="justify">— Estou homenageando Genevésio, o grande Legume.</p>
<p align="justify">— O senhor está ridicularizando meu marido.</p>
<p align="justify">— A senhora não quer sentar um pouco para conversar?</p>
<p align="justify">A contragosto a senhora Legume me acompanhou a uma sala de espera mais reservada. Os olhares nos acompanhavam, enquanto os outros caixões saíam dos velórios sem comitiva.</p>
<p align="justify">A viúva contou-me, então, o sucedido na véspera.</p>
<p align="justify">Genevésio era corretor. Corretor de qualquer coisa que pudesse ser vendida e na manhã anterior ele saiu de casa muito elegante; terno cinza, camisa preta e gravata branca. Estava impecável, segundo ela.</p>
<p align="justify">“Ele tentaria vender um carro, desses altos e grandes, para uma moça que trabalha em filmes para rapazes”. Ah, entendi! — respondi.</p>
<p align="justify">Ela disse que ficou preocupada, mas afirmou com todas as letras que confiava em Genevésio e que, com certeza, seria uma grande venda.</p>
<p align="justify">Quando Gené (apelido carinhoso) chegou no final da tarde, veio com um sorriso que deixava todos os seus dentes à mostra. A esposa contou que foi logo perguntando:</p>
<p align="justify">— Então meu bem, conseguiu?</p>
<p align="justify">— Ora, meu amor, já viu seu marido perder uma chance?</p>
<p align="justify">— Claro que não, meu bem&#8230; Mas que gravata é esta?</p>
<p align="justify">Gené pigarreou um pouco, mas não perdeu a linha.</p>
<p align="justify">— Nem te conto meu amor, nem te conto.</p>
<p align="justify">Você acredita que na hora que fui demonstrar o carro pra madame, começou a vazar óleo do motor?</p>
<p align="justify">Tirei o paletó a gravata e a camisa. Deitei embaixo do carro para consertar o problema que, afinal, era só um pequeno vazamento, mas por incrível que pareça minha gravata branquinha caiu na poça de óleo e graxa.</p>
<p align="justify">A moça, muito gentil, tentou limpá-la, mas não conseguiu. E ficou assim, suja de óleo e graxa e com essas bolinhas amarelas, onde ela tentou limpar.</p>
<p align="justify">— Tire agora então, que vou por de molho. Quem sabe eu consiga alguma coisa.</p>
<p align="justify">A esposa continuou contando que na hora do jantar tocaram a campainha, e ela foi atender. Era um homem, bem trajado, com uma gravata preta de bolinhas amarelas, querendo falar com o Sr. Genevésio Legume, sobre o carro vendido à esposa.</p>
<p align="justify">Gené ainda disse que estava com dor de cabeça, dor de barriga, mas teve que atender. Não passaram cinco minutos e a esposa ouviu o disparo de dois tiros. Na frente da porta de entrada estava o corpo de Genevésio Legume.</p>
<p align="justify">Contou ela que como a graxa não saiu, decidiu por a mesma gravata, a última que Genevésio usou em vida.</p>
<p align="justify">E assim termina a improvável história de Genevésio ou da gravata preta de bolinhas amarelas.</p>
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		<title>Um &#8220;mea culpa&#8221; necess&#225;rio</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 20:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[errata]]></category>

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		<description><![CDATA[As vezes, no calor, na raiva de um momento, damos os créditos errados. Ainda não tinha acontecido comigo, mas sempre existe a primeira vez.
No artigo abaixo, com o título “O Dia”, cito um exemplo de uma avaliação, como se fosse do SARESP , que só ocorrerá em novembro. Na verdade, a referência correta é à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">As vezes, no calor, na raiva de um momento, damos os créditos errados. Ainda não tinha acontecido comigo, mas sempre existe a primeira vez.</p>
<p align="justify">No artigo abaixo, com o título “O Dia”, cito um exemplo de uma avaliação, como se fosse do SARESP , que só ocorrerá em novembro. Na verdade, a referência correta é à Avaliação Diagnóstica da 5ª série (Estado de São Paulo).</p>
<p align="justify">O meu erro não reduz a importância do comentário, mas é importante que apontemos os nossos próprios erros e procuremos corrigí-los.</p>
<p align="justify">Até breve!</p>
<p align="justify">Silvio T Corrêa</p>
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		<title>O Dia</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 18:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silviocorrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos contemporâneos, e alguns extemporâneos, haverão de lembrar que o jornal “O Dia” teve a fama — durante um período —, pelo menos no Rio de Janeiro, de que “se torcer sai sangue”.
Hoje, ao ler uma revista semanal, minhas mãos ficam com um cheiro insuportável de merda e mijo. Diria que se torcermos essas revistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Muitos contemporâneos, e alguns extemporâneos, haverão de lembrar que o jornal “O Dia” teve a fama — durante um período —, pelo menos no Rio de Janeiro, de que “se torcer sai sangue”.</p>
<p align="justify">Hoje, ao ler uma revista semanal, minhas mãos ficam com um cheiro insuportável de merda e mijo. Diria que se torcermos essas revistas e, de certa forma, também os jornais, jorrará dinheiro sujo, dinheiro de esgoto, dinheiro da fossa onde as pessoas se esbaldam e se enchafurdam com merda até o pescoço. E eles sabem o que estão fazendo e ficam repetindo entre si: “não faz onda, não faz onda”</p>
<p>  <span id="more-288"></span>
<p align="justify">Não sou de falar sobre esse assunto porque sobe um asco do dedão do pé até a ponta do fio de cabelo. Mas como deixar de usar a única ferramenta que tenho para expressar o meu desagravo, o meu nojo com a podridão que está o nosso país.</p>
<p align="justify">E é genérico. Todos nós estamos envolvidos. Político algum escapa. Cidadão algum escapa. De alguma forma, seja por omissão, por votação, por participação, por sonegação ou de algum outro jeito.</p>
<p align="justify">Se vocês virem as instruções para a correção das provas da Avaliação Diagnóstica da 5ª série (Estado de São Paulo), verão que é tudo farinha do mesmo saco. Um exemplo simples: Escreva o número “dois mil, quatrocentos e vinte e três”. Respostas “aceitáveis”: 2423, 2000423, 200040023, 2000400203.</p>
<p align="justify">Isso é o futuro! O principal estado do país avalia o rendimento dos seus alunos, dessa forma. Por que razão? É para que não se entenda o quanto se rouba nesse Brasil?</p>
<p align="justify">Eu não sei vocês, mas tem horas que passa cada coisa na minha cabeça que sou obrigado a acender 3 velas, rezar 3 Pais-Nossos, 5 Avemarias e 10 Salve-Rainhas, para ver se consigo ser perdoado.</p>
<p align="justify">É tudo muito triste. A consciência tornou-se algo pútrido. Sim, pois quem rouba sabe que está roubando e de quem está roubando. E são tão podres, que não percebem — a consciência é curta — que tiram não só dessas gerações, mas das seguintes, onde estarão os filhos, netos e bisnetos desses mesmos ladrões.</p>
<p align="justify">Lastimável!</p>
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